Eu, Joelma Pasqualli tive a oportunidade de ser a Palestrante da Segunda Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional a Nível da AMURC.
A palestra orientadora restou ao encargo da segunda Nutricionista Joelma Pasqualli do Município de Ponte Alta do Norte sob o tema “COMIDA DE VERDADE NO CAMPO E NA CIDADE: POR DIREITOS A SOBERANIA ALIMENTAR”. O desenvolvimento desta atividade central discorreu, inicialmente, em perspectiva de resgate histórico sobre a relação da colonização e as tradições alimentares, gastronômicas e costumes imanentes ao binômio alimentação/história.
O desdobramento da proposta tratou sobre a questão da amamentação como marco inicial nos costumes alimentares e refletiu sobre o atual comportamento da sociedade em relação ao tema. Em outra abordagem deste plano, tratou-se do uso do sódio na alimentação dos brasileiros e fixando o consumo do sal e de outros elementos químicos na alimentação na alimentação como grandes desafios à qualidade nutricional das famílias.
O debate alcançou também a questão dos alimentos industrializados e seus componentes maléficos à saúde humana e tratou da relação entre alimentos e doenças, fixando estreita relação entre qualidade nutricional e saúde humana.
A motivação aos participantes fixou análise na utilização de conservantes e na urgente necessidade de revisão nos hábitos e ritos de comportamento da população conquanto aos hábitos alimentares. A necessidade de nova cultura modificativa na utilização de alimentos e o desafio de valorar o sabor foram anotados. Precisaremos reaprender a sentir o sabor dos produtos!
O desafio ligado a alimentos e produtos desencadeadores de alergias foi abordado. O debate alcançou a valia de alimentos históricos, o uso de frutas e a planificação dos projetos de vida familiar com alimentos saudáveis e comida de verdade.
No segundo aspecto central do debate, tratou-se acerca da necessidade de re-planificação da cadeia produtiva em seus elos e dinâmicas. Agricultores ganham muito pouco para produzir e quando seu produto alcança o mercado consumidor os preços de revenda estão elevados, os produtos alterados e a qualidade prejudicada. Lutar pela valorização dos agricultores, promover estratégias de intermediação do sistema de comercialização e prática de preços, a estruturação da venda direta, a luta e exigência de alimentos de verdade, livres de agrotóxicos foram fixados como temas estratégicos do debate. A relação do malefício dos venenos utilizados na produção de alimentos e o surgimento de doenças, o câncer e outros danos à saúde humana foram destacados.
A palestra proporcionou também uma apresentação e experiência prática de agricultores do Município de Trombudo Central que relataram sobre a construção de alternativas na produção de alimentos orgânicos.
O debate propiciou reflexão entre secretarias municipais e produtores presentes e demonstrou a necessidade da criação de estruturas de trabalho para o enfrentamento dos desafios na produção qualificada de alimentos, qualidade nutricional, integração dos elos da cadeia produtiva e a garantia de qualidade alimentar na rede de ensino e vida das famílias da região.
A refeição do evento, patrocinada pelo Município de São Cristóvão do Sul foi organizada com elementos típicos da alimentação regional histórica e assegurou o uso de alimentos coerentes com o tema da conferência. A Prefeita de São Cristóvão do Sul, Srª Sisi Blind encaminhou a reflexão sobre a refeição, apresentou as cozinheiras responsáveis pela elaboração do cardápio composto de arroz integral, feijão, quirera com carne de porco. Na fala da Prefeita: “Limão, sem veneno, produção natural, faz parte de nossa história e tem espinho. Em vez de arranhar a mão no espinho preferimos abrir um refrigerante. Está mais fácil pagar pelo que tomamos. O desafio do Conselho da Segurança Alimentar: olhar e investigar sobre aquilo que comemos”.
Texto retirado do Relatório Final da Conferência.
Fotos retiradas do facebook da Prefeitura de São Cristóvão do Sul!





















